Seguro residencial: o que cobre (e o que costuma ficar de fora)
A casa costuma ser o maior patrimônio de uma família — e mesmo assim é um dos seguros menos contratados no Brasil. Entenda o que geralmente está incluso e o que exige atenção.
Levantamento da CNseg com dados do IBGE mostra que apenas 17% dos domicílios brasileiros contam com seguro residencial. É uma proteção proporcionalmente mais barata do que o seguro auto, mas segue pouco procurada — em parte por falta de clareza sobre o que ela realmente cobre.
O que costuma vir na cobertura básica
- Incêndio, explosão e queda de raio — cobertura praticamente universal em qualquer apólice residencial.
- Roubo e furto de bens — geralmente com limites definidos por categoria de item.
- Danos elétricos — cobertura comum para equipamentos danificados por sobrecarga.
- Responsabilidade civil familiar — para danos que você, sem querer, cause a terceiros.
O que costuma ser cobertura adicional
Aqui mora a parte mais importante deste artigo: vendaval, granizo e alagamento costumam ser coberturas adicionais, não inclusas por padrão na apólice básica. Em um país com eventos climáticos cada vez mais frequentes, vale conferir especificamente se esses riscos estão contratados — principalmente se a casa fica em região sujeita a chuvas fortes ou temporais.
Vidros, bens de alto valor (joias, eletrônicos específicos), equipamentos em áreas externas e assistência residencial 24h (chaveiro, encanador, eletricista) também costumam depender de contratação à parte, com limites próprios.
Coberturas, limites e franquias são definidos pela seguradora
Cada seguradora tem sua própria tabela de coberturas, limites por item e franquias — e a aceitação de determinados riscos depende da análise do imóvel. O papel de uma corretora aqui é justamente ajudar a comparar essas condições entre seguradoras e garantir que a apólice contratada reflita os riscos reais da sua casa, não apenas o pacote mais barato disponível.