Seguro para pontos de recarga de veículos elétricos: o que considerar
Condomínios, postos, estacionamentos e empresas de mobilidade estão instalando estações de recarga rapidamente. Poucos ainda perguntam quem responde se algo der errado no equipamento.
O Brasil vendeu mais de 223 mil carros elétricos e híbridos em 2025, número recorde, e a alta seguiu forte em 2026, segundo dados do setor automotivo. Esse crescimento puxa junto a expansão da rede de recarga — não só pública, mas também pontos instalados por condomínios, redes de postos, shoppings, estacionamentos e frotas corporativas. É um equipamento relativamente novo no dia a dia de muitos negócios, e isso costuma significar um risco ainda pouco mapeado.
Que tipo de risco uma estação de recarga comercial representa
- Danos ao próprio equipamento — curto-circuito, incêndio, sobretensão ou vandalismo no carregador.
- Responsabilidade civil — um dano ao veículo do cliente durante o carregamento, ou um acidente envolvendo o equipamento, pode gerar responsabilização de quem opera o ponto de recarga.
- Interrupção de operação — para negócios que dependem da recarga como parte do serviço (frotas, apps de mobilidade), um equipamento parado tem custo direto.
- Riscos elétricos associados — pontos de recarga envolvem instalação elétrica de maior potência, o que muda o perfil de risco do imóvel onde estão instalados.
Por que isso costuma cair no seguro empresarial
Na maioria dos casos, a proteção para uma estação de recarga comercial não é um produto isolado e genérico — ela é estruturada dentro de um seguro empresarial ou de responsabilidade civil, ajustado ao equipamento, ao local de instalação e ao uso (uso interno da frota, uso público, cobrança por serviço, etc.). É exatamente por ser um risco específico que vale conversar com uma corretora antes de simplesmente adicionar "mais um equipamento" a uma apólice genérica.
O que levar para a conversa com a corretora
- Quantos pontos de recarga existem ou estão previstos, e a potência de cada um.
- Se o uso é interno (frota própria) ou público/comercial (cobrança de terceiros).
- Quem é responsável pela instalação e manutenção do equipamento.
- Se já existe uma apólice empresarial ou predial em vigor, para avaliar se o equipamento já está — ou não — coberto.
Como em qualquer seguro, a aceitação do risco, as coberturas disponíveis e os limites de indenização são definidos pela seguradora após a análise do caso — o papel da Mavin é ajudar a levantar essas informações e comparar as opções do mercado.